sábado, 3 de dezembro de 2011

SE VOCE É VICIADO EM TEMPLO OU IGREJA INSTITUCIONAL CUIDADO!...primeira parte

NÃO DEIXE A CONGREGAÇÃO - 1/1


J. PRESTON EBY

Logo depois que João o Batista foi lançado na prisão, Jesus deixou o território junto a Jerusalém com Seus discípulos, e foi para a Galiléia, a província no norte. Entre a Judéia no sul e a Galiléia ao norte estava a terra de Samaria, onde os Samaritanos viviam, os quais odiavam os Judeus. Eles adoravam a Deus como os Judeus O adoravam, mas tinham seu próprio templo e seus próprios sacerdotes. Tinham as suas próprias escrituras, que era somente os cincos livros de Moisés, pois não podiam ler os outros livros do Velho Testamento. Os Judeus e os Samaritanos raramente falavam uns com os outros, tão grande era o ódio entre eles. Era uma longa e cansativa jornada da Judéia de volta para a Galiléia, e como Ele caminhava ao longo do extenso e quente solo do vale ascendente de Lebona, Jesus viu os pequenos montes ao oriente e as elevações gradualmente altas para o ocidente. Então veio a Sicar, perto das ruínas da antiga Siquém, e ali, estando muito cansados da sua jornada, Jesus e Seus discípulos pararam para descansar junto ao poço de Sicar. Este poço havia sido cavado por Jacó, o grande pai dos Israelitas, muitas centenas de anos antes. Era um poço velho nos dias de Jesus, e é muito mais velho hoje, pois o mesmo poço pode ainda ser visto naquele lugar. Ainda hoje viajantes podem beber do poço de Jacó. Era cedo pela manhã, perto do nascer do sol, quando Jesus estava sentado junto ao poço de Jacó. Ele estava muito cansado, pois havia percorrido uma longa jornada; estava com fome, e Seus discípulos haviam ido à vila próxima para comprar comida. Ele também estava com sede; ao olhar para dentro do poço, pôde ver a água, trinta metros abaixo, mas não tinha corda para baixar um jarro para retirar um pouco de água para beber. Exatamente naquele momento uma mulher Samaritana veio ao poço, com seu jarro sobre a cabeça e sua corda nas mãos. Jesus olhou para ela, e em um relance leu sua alma e viu toda sua vida. Ele sabia que os Judeus freqüentemente não falavam com os Samaritanos, mas disse a ela, “Dê-me de beber”. A mulher viu pela Sua aparência e Suas roupas que Ele era Judeu, e disse a Ele, “Como, sendo tu judeu, me pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana?” Jesus respondeu-lhe, “Se tivesses conhecido o dom de Deus e quem é o que te diz: Dá-me de beber, tu lhe terias pedido e ele te haveria dado água viva”.
Havia algo nas palavras e na aparência de Jesus que fazia a mulher sentir que Ele não era um homem comum. Ela disse a Ele, “Senhor, tu não tens com que tirá-la, e o poço é fundo; donde, pois, tens essa água viva? És tu, porventura, maior do que o nosso pai Jacó, que nos deu o poço, do qual também ele mesmo bebeu, e os filhos, e o seu gado?” “Todo o que beber desta água,” disse Jesus, “tornará a ter sede; mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que jorre para a vida eterna.” “Senhor,” disse a mulher, “dá-me dessa água, para que não mais tenha sede, nem venha aqui tirá-la”. Jesus olhou para a mulher e disse a ela, “Vai, chama o teu marido e vem cá”, “não tenho marido” respondeu a mulher. “Disseste bem” disse Jesus “não tenho marido porque cinco maridos tiveste, e o que agora tens não é teu marido; isso disseste com verdade”. A mulher ficou cheia de admiração quando estas palavras penetraram sua alma. Ela viu que existia um homem que sabia o que um estrangeiro não poderia saber. Ela sentiu que Deus tinha falado com Ele e disse, “Senhor, vejo que és profeta. Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que em Jerusalém é o lugar onde se deve adorar”. O seu interesse, e a questão principal naquele momento para ela, tinha a ver com a localização apropriada e especifica para adoração. Neste aspecto, esta mulher difere um pouco das multidões de hoje que pergunta, “Onde nós devemos adorar? A que igreja devemos ir? A que ministério devemos nos submeter?”. O Senhor não se esquivou da pergunta. Jesus disse, “Mulher, crê-me, a hora vem, em que nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai. Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos; porque a salvação vem dos judeus. Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e é necessário que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade”. À hora vem, disse o Senhor, quando tanto “esta montanha” como “Jerusalém”, bem como qualquer outra localidade geográfica, ou estrutura estabelecida, será considerada completamente irrelevante como uma condição para adorar. Um artigo recente de um jornal intitulava-se, “ISRAELITAS E PALESTINOS ESFORÇAM-SE POR UMA PÁTRIA POLÍTICA”. Trazia a visão de um rabi e um ativista Palestino. A entrevista com o rabino declarava, “Hoje, os Judeus crêem que a adoração em Jerusalém é essencial para servir a Deus, muito dos 613 mandamentos Bíblicos somente podem ser cumpridos aqui”. Ao mesmo tempo, a entrevista com o Palestino aludia, “Jerusalém é tão sagrada, crêem os Mulçumanos, que uma boa ação feita aqui tem peso 1.000 vezes o normal, enquanto que um pecado cometido tem gravidade 1.000 vezes a normal”. As opiniões e os sentimentos concernentes a Jerusalém ainda operam fundo e são fortemente sentidos pela mente carnal depois de dois mil anos! A moderna cidade de Jerusalém ainda hoje é o objeto de um conflito por poder envolvendo orgulho, inveja, opressão e tirania. Os Samaritanos por gerações adoraram a Deus no Monte Gerizim e os Judeus adoraram por gerações em seu templo em Jerusalém. Um escarnecia o lugar de adoração do outro e Jesus está aqui falando para a mulher Samaritana e dizendo a ela que OS LUGARES SÃO SEM EFEITO. Deus é um espírito – e adoração de montanha não será aceitável. Nem adoração de templo em Jerusalém será aceitável a Deus. Se o homem vai adorar a Deus, então deve adorar a Deus COMO ELE É, e não como o homem pensa que Ele é ou onde o homem pensa que Ele está. A carnalidade e o homem natural tenta trazer Deus para dentro de um lugar que irá capacitá-lo ver Deus de acordo com sua crença. Por essa razão muitos adoram ídolos ou imagens de metal, madeira ou pedra. Outros adoram o sol ou os elementos. Alguns precisam ir a um prédio para adorar a Deus e outros precisam ter todo tipo de ritos e cerimônias. Alguns precisam ter um Jesus em um corpo de carne, antes de adorar a Deus. Mas Jesus disse que Deus estava procurando um povo que adoraria a Deus no lugar e esfera na qual Deus está – em Espírito e em Verdade. Adorar uma localização física não é adoração espiritual. “Oh,” você diz, “Eu não adoro o lugar, somente vou até lá para adorar a” Deus”. Precioso amigo, se você precisa ir até lá para adorar a Deus, você esta adorando o lugar! Quando adoramos a Deus em espírito e em verdade, isto nos separa de todas as “ajudas” e “muletas”. Tal adoração remove todas as tradições dos homens, todas as cerimônias, todos os rituais e todas as formas com as quais todas as corporações religiosas de pessoas estão sobrecarregadas. Não quereremos ir a uma montanha, nem acharemos necessário ir ao templo. Não teremos que labutar por algo elevado ou rogar por algo humilde. Certamente o Senhor atrai Seu povo em conjunto para períodos de comunhão, louvor, instrução e edificação. Não nos opomos ao ajuntamento, como o Senhor ordena. Mas a
verdadeira adoração não terá lugar somente no domingo pela manhã ou talvez uma noite ou duas toda semana. A verdadeira adoração é uma CONSTANTE E CONTÍNUA CONDIÇÃO DO SER. Deus é espírito, e quem pode conhecer o espírito exceto Deus, nos toma para Ele no lugar onde Ele habita. O Deus, Espírito e Verdade, preenche todo o espaço, é presente em todo lugar, é eterno e imutável. Quando vivemos e andamos em espírito estamos sempre habitando em casa nEle. Estamos sempre prontos para conhecê-Lo e experimenta-Lo no céu da Sua presença, a verdadeira casa e céu da consciência da vida, realidade e substância interior de Deus. Esta é uma grande verdade que a maioria dos membros de igrejas não compreendeu até hoje. A qual é, que o lugar de adoração não tem significado algum no ato de adoração. Hoje, para se manterem juntos, o sistema religioso desenvolvido pelos homens, deve ter um lugar de adoração, e os homens devem se reunir juntos naquele lugar para que então possam adorar. Qualquer um que reivindique ser capaz de adorar a Deus a qualquer hora e em qualquer lugar se torna um herético para os beatos religiosos. Visto que, se o lugar de adoração fosse tirado, e o homem verdadeiramente adorasse em espírito e verdade, todo o sistema religioso cairia. Não haveria razão para continuar. Todo o sistema religioso está construído sobre o ter um “lugar” para as pessoas virem para que então as obras dos homens possam continuar a serem executadas. Mais uma vez, deixe-me afirmar que Deus de fato reúne Seu povo no mesmo lugar, mas tal ajuntamento no mesmo lugar é EM SI MESMO, e o local e ordem se tornam sem importância. É quando o local se torna importante, é quando pregadores e organizações demandam sua atenção, sua submissão, e sua aliança a elas e as seus programas, afirmando que você não pode fazê-lo no céu, ou no Reino, ou por filiação, ou por imortalidade separada dos seus ensinamentos, seus métodos, suas ordens, seus programas – é aí que a adoração em espírito e em verdade é usurpada pela adoração “neste monte” ou em “Jerusalém”. A religião sempre nos diz onde, quando e como adorar. Ah, mas o Espírito, como um vento impetuoso, nos arrebata para aquele estado de espírito e verdade muito além do lugar, hora e método para a verdadeira presença do Pai porque é ali que nos reunimos para adorar! Que todos os que lerem estas linhas saibam com certeza que adorar em espírito e em verdade é a adoração do Novo Concerto. A adoração do Novo Concerto e Testamento é uma nova adoração, a qual Jesus Cristo, o celestial homem espiritual, o último Adão, estabeleceu há pelo menos dois milênios atrás; por isso suprimiu e aboliu a adoração no monte, e em Jerusalém, quando estabeleceu a adoração em espírito e em verdade. Todo homem e mulher deve conhecer este espírito e verdade em si mesmo, através do qual eles podem conhecer o Deus da verdade, que é um Espírito, dentro dos seus espíritos. O Judeu interior adora no templo que é seu corpo, o templo do Espírito Santo. O Judeu exterior, no Velho Concerto e Testamento, canta, ora e prega no seu templo exterior feito por mãos. Mas o Judeu interior, no espírito, no Novo Concerto e Testamento, o novo e vivo caminho, canta, se alegra, ministra e ora no Espírito Santo, sendo seus corpos templos do Espírito Santo. Ainda que não seja o corpo exterior de carne, mas o corpo do homem interior, a casa do céu, o corpo espiritual, o corpo de Cristo o qual todo homem que está posto em Cristo está edificando interiormente sua própria realidade do Cristo interior. A figura passou, e sabemos que o templo construído por mãos não existe mais. Mas o que vemos?

Os homens estão tentando reproduzi-lo, ou inventar um substituto para ele, perpetuando assim o Velho Concerto, para andarem como Judeus exteriores. Edifícios religiosos, catedrais e templos são empregados como lugar de encontro com Deus! Chame-os de “igrejas” se você quiser. Mas ELES NÃO SÃO IGREJAS. Seu verdadeiro nome é blasfêmia. São meros edifícios; e não há nada sagrado ou santo neles. Não são a “casa de Deus” como o ignorante ama chamá-los.

Nós louvamos a Deus pelo privilegio de nos reunirmos juntos com aqueles de “fé igualmente preciosa”, e nos alegrarmos em qualquer reunião dos santos que é verdadeiramente nEle; mas na verdade não é em algum edifício feito por mãos que o Pai é adorado. Ah, quanto entendemos mal nossa posição! Certamente não precisamos do Tabernáculo de Moisés, do Tempo de Salomão, nem de alguma catedral ou do assim chamado edifício religioso para adorar o Pai ou para ministrar como ungidos do Senhor; porque fomos constituídos sacerdotes do TABERNÁCULO CELESTIAL, o qual nenhuma mão humana jamais edificou, o qual é o verdadeiro lugar de encontro entre Deus e Seu sacerdócio espiritual, sim, de todo aquele que se achega a Deus. É um fato incontestável que em todo o registro da história da raça humana homens têm sido propensos em associar sua adoração a Deus com lugares e coisas, e em atribuir alguma santidade ou poder
àquele lugar ou coisa, até que os lugares e coisas se tornem mais importantes do que Deus Mesmo. Muita gente preciosa imagina que porque elas encontraram Deus em alguma gloriosa experiência neste ou naquele edifício, sala, ou assento, elas irão encontrá-Lo ali novamente. Lembro-me de ter visto pessoas que durante a grande campanha de cura dos últimos anos de 1940 e início de 1950, logo depois da tenda ser dobrada, as luzes apagadas, e os caminhões partirem, voltarem a estar em pé sobre a serragem no lugar exato onde a glória de Deus foi vista, esperando encontrar Deus novamente exatamente da mesma forma. Jesus disse: Deus não é um lugar, um edifício ou uma montanha; Deus é ESPÍRITO. Você não pode confinar Deus a um
templo ou tempo. Deus não se move exclusivamente no domingo pela manhã as onze e vinte, depois de três hinos e dois minutos cantando em Espírito. Seu Espírito está em todo lugar, todo o tempo. Qualquer que seja a sua expressão ou ministério ele deveria estar apto para funcionar a qualquer hora e em qualquer lugar, exatamente assim como o faz na “igreja”. Esta é a maneira como Jesus ministrou. Ele ministrou nos campos, na montanha, nas ruas, nos lares, no lago, e no templo. Suas reuniões nunca começavam as dez e terminavam às doze. Ele era o templo de Deus em toda ocasião e em todo lugar. Deus se manifestava em Seu templo em toda ocasião e em todo lugar. Esta será a marca dos filhos manifestos de Deus. Seus ministérios não estarão em um edifício religioso nem em um auditório. Suas reuniões não serão planejadas em certas horas no domingo ou na quarta-feira. Não haverá propaganda em jornal ou televisão. Não haverá um administrador da campanha, diretor de música, ou ordem prescrita. Eles aparecerão e anunciarão a glória do Pai nos restaurantes, nos lares, nos campos, nos edifícios religiosos, nos navios no mar, nos aviões movendo-se com rapidez pelos céus e nos trens correndo pela noite. Ela será o soberano, espontâneo, contínuo, irrestrito, não planejado, não ansiado e onipotente jorrar da Vida, Luz e Amor. Ela mudará vidas, transformará igrejas, revolucionará cidades, conquistará nações. Ela redimirá a sociedade e arrastará nações e todas as coisas para o Reino de Deus. ELA É O MINISTÉRIO DO ESPÍRITO. Mesmo agora devemos aprender a viver e andar no Espírito se guardarmos a formosa esperança da filiação de Deus. Aqueles que adoram a Deus devem fazê-lo em um estado do ser: em espírito e em verdade.

Fim da primeira parte.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Sou desevangélico é a minha profissão de fé. Mas sempre no evangelho.

Nestes últimos tempos colegas de trabalho, parentes e até alguns irmãos de fé, sempre me perguntam: afinal de contas qual é a sua religião? Eu respondia para uns, não tenho nenhuma, para outros sou apenas do evangelho e algumas vezes nem dizia nada. Sempre percebi, na maioria da vezes espanto em face a minha reposta, mas  encaro esta situação com muita naturalidade. Pensando sobre tudo, passei os olhos em todos os meus textos postados aqui, tenho profunda convicção que pude expressar um pouco do que  percebo nestes 25 anos dentro do meio religioso. Não me arrependo de nenhuma palavra aqui colocada, porque nunca me escondi atrás da máscara da religião, cargo ou falsa espiritualidade para me mostrar superior a quem quer que seja. Conheci muita gente boa e maravilhosa no meio religioso, mas conheci também cada figura que seria melhor nunca ter conhecido. Mas Tudo coopera para o bem daquele que ama ao Senhor. Tenho riquezas que não são bens patrimoniais ou dinheiro, aliás, como a maioria dos brasileiros, trabalho para sustentar minha família, tenho  muitos apertos económicos como muita gente tem. Mas graças a Deus estou vencendo a cada dia. Quanto a vida emocional sou ser humano como qualquer outro, tenho alegria, tristeza, também choro, dou gargalhadas, tenho angustias mas prazer também, afinal não sou extra terrestre, não cheguei em uma nave espacial a este planeta, estou exposto as mesmas situações que todo ser  que se diz humano está. Tenho  minha família, esposa e filha, tesouro que Deus me deu. Quando juntos vamos para o trabalho é motivo de muita satisfação, mas a hora de voltar para casa é o nosso maior anseio, como é maravilhoso viver assim em família. Nos reunimos para orar, falar de nossas lutas, louvar Deus, sonhar, enfim, é o meu maior património, não tem religião, nem dinheiro nenhum capaz de substituir este bem que possuo. Amigos tenho alguns, gente muito especial no meu caminho. Estou comentando isso, porque vivemos num mundo onde manter uma falsa aparência é estilo de vida de muita gente na sociedade moderna e neste campo incluo tambem a religião. Faço questão de viver como ser humano de carne e osso com todas a virtudes e defeitos também, coisa que a religião tentou impedir durante muito tempo. Que maravilhoso é poder sentir que sou gente.

Quando escrevo sobre minhas impressões no campo da espiritualidade, não tenho o menor desejo de mudar a igreja evangélica e nem quem se diz evangélico. Porque estas coisas não se mudam, elas estão aí e vão ficar até o fim. Meu objetivo é apenas provocar reflexões, nada mais. E não possuo nenhuma fobia de que vou ajuntar gente para fazer alguma revolução religiosa. Pretendo ir pela vida, falando do amor de Deus, me esquivando das setas do diabo e de seus servos, muitos travestidos de evangelho. Vivo com alegria, prazer de viver e muita, mas muita vontade de continuar conhecendo mais e mais a Cristo.

Enfim, qual a religião que professo? Consegui um nome, muito bacana, que me defini, mostra o que penso, aponta a direção para onde caminho. Não sou católico, nem espirita ou muçulmano. De forma alguma também não tem nada na minha vida de esotérico, mas também não sou evangélico, aliás sou.... desevangelico, ou seja, caminho, firme, determinado, convicto sempre na direção que o evangelho propoe.

Paz. Moacir... do evangelho.

quarta-feira, 27 de abril de 2011


A verdade é uma faca de dois gumes........




Tenho procurado sempre colocar palavras em meus textos que revelam sempre a verdade em relação ao que sinto e observo, tendo como base, principalmente o Evangelho de Jesus Cristo. Nossas experiências com estas verdades fazem parte do nosso dia a dia e é a razão da nossa vida. Mas tem um problema no meio do caminho. Toda verdade alicerçada na Palavra e vivida ao mesmo tempo por quem a confirma, provoca no leitor duas reações.

A primeira é a hostilidade com retaliação e agressividade. Só que aqui tem algo interessante a observar. Quando alguém lê e percebe que o texto, vem de encontro aos seus vazios, fracassos, desilusões, pecados e o leitor reage de forma negativa, esta pessoa não percebe que reagiu não contra quem a escreveu, mas sim contra a própria verdade. Muitos no tempo de Jesus acharam que atirando pedra nele, o caluniando, inventando todo tipo de artimanha para destruí lo, o provocando ao extremo entendiam eles que estavam fazendo tudo isto a pessoa Dele. Não se deram conta que agindo assim, estavam indo era contra a própria verdade que lhes espetavam o coração. Não podendo agredir a verdade, tentavam agredir o próprio Jesus.Como é difícil entender isto, convivemos sempre com perigo de absorver toda esta hostilidade e agressividade de alguns, como algo pessoal e afundar em um posso de rancor. O correto diante de Deus é seguir o que Jesus nos deu como exemplo quando disse “eles não sabem o que fazem”, e tocar a vida, como diz o ditado popular, vamos em frente que atrás vem gente. Viver feliz, porque verdade é verdade e ponto final. Posso até dar uma sugestão, vamos atirar pedras é no baixo salário, gritar contra a violência, condenar a injustiça, brigar por melhor atendimento médico, fazer passeata contra a violência etc, etc.

Outra forma de reagir diante da verdade é refletir, gastar tempo com o ato de pensar, ler reler, e a conseqüência para este tipo de leitor é a capacidade de analisar a verdade e perceber o que ela tem de valor para si, onde é possível repensar a vida, qual mudança precisa ser feita no caminho da existência e crescer. Leio tudo que pode ser bom para minha vida. Procuro aplicar no meu dia a dia sempre aquilo que pode contribuir para aliviar os pesos do caminho. Como tenho aprendido, principalmente quando deixei a religião. Gente muito importante tem atravessado pela minha estrada e me ensinado tanto. Há poucos dias fui ao sepultamento de uma pessoa da nossa família, jovem ainda, sofreu muito com um câncer. Estas pessoas a amaram e fizeram tanto por ela, durante a doença, foram tão amigos durante o tempo em que ela sofreu, que provocaram em mim um profundo desejo de ajudar com palavras, dinheiro e atitudes uma assossiação, que se envolve exclusivamente com pessoas que estão com cançer em Belo Horizonte, esta família despertou em mim compaixão e solidariedade para com este grupo de pessoas. Fui até lá e me comprometi com eles, de coração. Antes de jogar pedra na verdade, o melhor é concebe la e mudar os rumos da vida. Este é um do muitos aprendizados que eu tenho para revelar.

Deixo mais estas palavras, que para mim são porções importantes. Se ficarmos na inércia, atirando com estilingue na mão contra o que é verdadeiro, sem perceber, estamos alimentados, os vazios, desilusões, fracassos, pecados, e estes continuarão bem guardadinhos e camuflados no fundo da alma. Se pararmos para meditar, sairemos do nosso mundinho hostil e religioso, que nunca levou ninguém a lugar nenhum e passaremos pela vida com sentido e razão de viver. A verdade é uma faca de dois le...gumes.........Paz. Moacir.